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Tabela Nutricional: Confira as principais normas e como aplicá-las
Publicado por buscafrasco

A tabela nutricional é obrigatória em qualquer alimento e tem como finalidade informar ao consumidor a composição do produto que ele está ingerindo. Desde 2001, os dados nutricionais são regulamentados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com o objetivo de contribuir com a melhoria da saúde da população e a disseminação das informações corretas sobre os alimentos.

Quem fabrica alimentos e bebidas prontos para o consumo na ausência do cliente, sejam empresas ou produtores caseiros, deve seguir as normas que regulamentam a elaboração da tabela nutricional. A seguir, você vai entender quais são essas normas e como aplicá-las.

Normas para tabela nutricional

Em qualquer tabela nutricional, devem constar algumas informações obrigatórias para a compreensão e identificação da composição do alimento: valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar, sódio, outros minerais e vitaminas.

Caso o produto apresente quantidade de colesterol, cálcio e ferro igual ou superior a 5% da Ingestão Diária Recomendada (IDR), a ANVISA recomenda que o produtor disponha essa informação no rótulo nutricional. O objetivo é levar ao consumidor todo o conhecimento possível sobre o produto que ele está ingerindo.

No rótulo, cada informação nutricional tem como base uma porção que uma pessoa consome, sendo considerados Valores Diários (VD) do quanto o brasileiro deve consumir para ter uma alimentação saudável, expresso em percentual (%VD) em relação a uma dieta diária de 2000 kcal. A porção deve ser obrigatoriamente declarada em gramas ou mililitros, com sua medida caseira correspondente.

Para auxiliar o produtor, a ANVISA elaborou uma Tabela de Referência de Porções de Alimentos e Bebidas Embalados, na qual os produtos estão agrupados de acordo com suas similaridades e apresentam um valor energético médio por porção (em kcal ou kj):

1) Ricos em carboidratos (pães, cereais, leguminosas etc.);
2) Ricos em vitaminas e minerais (frutas, verduras e hortaliças);
3) Ricos em proteínas (leites, carnes e ovos);
4) Alimentos com alta densidade energética (óleos e gorduras).

Os fabricantes que produzem outros tipos de alimentos deverão utilizar um método para o estabelecimento das porções. Por exemplo: para um queijo não mencionado na tabela da ANVISA, o produtor identifica a que grupo pertence o produto (leites e derivados) e qual o valor energético médio por porção (125 kcal ou 525 kj). Se 100 gramas do queijo têm 625 kcal, basta realizar a regra de três para chegar à quantidade que irá apresentar 125 kcal, que, nesse caso, são 20 gramas.

Alguns itens são dispensados da apresentação da tabela nutricional, como água envasada, bebidas alcoólicas, especiarias, vinagres, sal, chás, café, ervas, refrigerados, congelados e frutas, vegetais ou carnes in natura. Também não é necessário indicar os valores em alimentos preparados e servidos em restaurantes e afins, alimentos fracionados (fatias, pedaços, a granel etc.) ou quando a embalagem é muito pequena (exceto produtos light e diet).

Além disso, a ANVISA determina que os valores nutricionais devem ser arredondados de acordo com as seguintes regras:

  •  Maiores ou iguais a 100 com números inteiros com três cifras: 368,69 fica 369;
  • Menores que 100 e maiores ou iguais a 10 com números inteiros com duas cifras: 35,36 fica 35;
  • Menores que 10 e maiores ou iguais a 1 com uma cifra decimal: 6,5 fica 6,5;
  • Menores que 1 possuem duas regras específicas: vitaminas e minerais com duas cifras decimais (0,652 fica 0,65) e demais nutrientes com uma cifra decimal (0,589 fica 0,6).

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